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Meu perfil
BRASIL, Sudeste, Mulher, de 20 a 25 anos
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Já faz tempo desde a última vez que escrevi qualquer coisa a respeito de qualquer mundo por aqui. Desde a última vez, morte do meu tio... Não pensem que foi luto ou algo parecido! Digamos apenas que passei por uma parte de minha vida de mudanças razoavelmente atribuladas. Raramente escrevo algo diretamente relacionado a mim aqui (mesmo que a maioria de tudo que foi falado já me aconteceu). Porém, talvez dado essas tantas e tamanhas mudanças, eu possa mudar essa característica ao menos uma vez. Eu falei de tantas coisas já... De coincidências, comportamentos, comparações.. E cada dia mais eu acredito que eu reclame demais! As pessoas me dizem isso constantemente. Reclamo dos outros e reclamo de mim mesma o tempo todo! E com esse período todo decorrendo, recheado de reclamações, vi que praticamente não adiantou nada reclamar tanto. E hoje, diante de uma visita um tanto quanto forçada a um festival de poesias do ensino médio, reclamei o dia todo! Não queria ir... Mas tinha que ir... Reclamei de novo. Reclamei quando cheguei lá... reclamei durante... E te falar, foi um porre dos maiores! Programa de índio é pouco... Tive a impressão que o tempo nunca ia passar e que simplesmente estaríamos fadadas à vergonha de ser citadas e termos de levantar no meio de uma bando de adolescentes que simplesmente nos lincharia! (sim... fui em grupo... se fosse pra ir sozinha nunca iria!) Mas eis que de repente eu vejo que uma grande amiga está ajudando as organizadoras a não perder o controle da tal da festa! Pra mim, a tal festa tinha feito sentido. Cheguei a conclusão que se eu seguisse minhas reclamações eu não a teria reencontrado. As vezes deve ser realmente válido dar uma chance ao acaso! E só! Por hora... pretendo voltar mais cedo que ano que vem...
Escrito por Regina às 01h20
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Luis Cestaro Neto ou Meu Tio Gigio (parte I)
Ontem a tarde eu conheci uma grande celebridade da cidade de Itapira (interior de São Paulo). Ontem a tarde, eu conheci Luis Cestaro Neto, conhecido como Gigio Cestaro. Infelizmente isso aconteceu um mês e meio depois de sua morte. Luis Cestaro Neto, para mim, era meu Tio Gigio. O irmão mais velho de minha avó. O tio Gigio que eu via todo feriado prolongado na casa que pertenceu a minha bisavó. Tradicionais almoços de Páscoa ou de Natal eram comuns na minha família italiana. Todo mundo brigando na mesa ao mesmo tempo em que todo mundo comia uma enorme fartura pesada e cheia de carne de porco num domingo. Eu tinha um pouco de medo do meu tio Gigio. Ele era um bocado irritado... Um tanto quanto perfeccionista e bastante encrenqueiro. Meu tio Gigio tentava conversar comigo e muitas vezes eu não compreendia o que ele dizia devido ao seu forte sotaque. Ele vivia num mundo particular que ele criara fechando a porta de seu quarto; um lugar eu via como uma quase caverna cheia de segredos que implorava pra ser desvendada, mas como tudo que incita tamanha curiosidade, era protegida por aquela figura que eu considerava absolutamente desconhecida e não sabia como poderia reagir caso me encontrasse perambulando nas entranhas de seu quarto. Até o fatídico dia de 14 de fevereiro de 2010, Carnaval. Eu estava num sítio com um bando de amigos quando telefonei para minha mãe a fim de transmitir e pedir notícias de minha família. Recebo o seguinte comunicado: Seu tio Gigio morreu ontem de madrugada. Tal notícia me abalou um pouco, mas não o tanto que esperavam. Transmiti tal fato aos meus amigos e todos se mostraram bastante preocupados ao que eu respondi: Não... Meu tio Gigio já era bem velhinho... Tinha alguns problemas de saúde... Está tudo bem! Enfim, todo o feriado transcorreu tranquilamente. A morte de meu tio Gigio fora um episódio triste em minha memória, mas não exatamente algo que mexeu comigo. Essa poucas linhas tratam da minha história com meu tio Gigio. Enfim chegou o dia de hoje. Hoje é dia 03 de abril de 2010. Hoje minha avó e minha tia foram fazer o que eu chamei de “pilhagem” no quarto do meu tio. E meu pai ficou incumbido de fazer o transporte de tal pilhagem. Chegando lá, as duas se dirigiram para o quarto dele a fim de ver o que tinha de útil para ser levado. Ao que meu pai e eu sentamo-nos na sala de estar para conversar com minha tia Julieta (irmã mais velha de minha avó). Enquanto ela contava o que vinha acontecendo na grande metrópole de Itapira, eu apanhei um jornal que estava na mesa de centro. Qual foi a minha surpresa diante de uma enorme matéria de rosto que dizia: GRANDE PERSONAGEM: MAIS QUE UM PROFISSIONAL – ELE FOI GIGIO CESTARO. Minha reação foi no mínimo de surpresa. Meu tio Gigio era um Grande Personagem. No mínimo eu me senti curiosa para ler a reportagem e assim, enfim, eu conheci um pouco do que pensavam a respeito do meu tio Gigio. Meu tio Gigio era fotógrafo, conhecido como artista. Caprichoso e extremamente zeloso com se trabalho. Meu tio Gigio era um grande jogador de futebol e amigo pessoal de Belini, jogador do São Paulo F.C. e capitão to time brasileiro, que primeiro levantou a taça Jules Rimet em 1958 – para aqueles que não sabem (como eu, que tive que perguntar para o meu pai) o primeiro ano em que o Brasil ganhou uma Copa do Mundo – com quem começou a jogar futebol pelo time de Itapira da época. Meu tio Gigio tinha paixão pela música e pelo rádio; foi radialista e tinha por predileção o cantor de rádio Francisco Alves. Mas em seu programa aconteciam grandes artistas do rádio como: Orlando Silva, Dalva de Oliveira, Dircinha Batista, Orlando Gonçalves, Linda Batista, Elza Soares e Ivan Cury. Meu tio Gigio era conhecido por todos como uma pessoa amável, disposta e sempre com um sorriso no rosto. Gostava muito de uma aguardente e de, como o jornal chamou, uma “gelosa”. Esse era meu tio Gigio na cidade de Itapira.
Escrito por Regina às 18h02
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Luis Cestaro Neto ou Meu Tio Gigio (parte II)
Eis que termino de ler reportagem (admito, li apenas as partes que mais me interessaram) saio do meu transe com a minha tia levantando e oferecendo café. Topo o café e descubro uma coisa incrível; praticamente um sonho a ser realizado tardiamente. Eu poderia finalmente descobrir os segredos que o quarto do meu tio Gigio guardava. Tentei entrar lá enquanto minha avó e minha tia vasculhavam o quarto. Desisti... Fui tomar café! Mas, um pouco mais tarde, eu pude finalmente adentrar no quarto do meu tio Gigio. Tinha um cheiro forte de cigarro; não como se alguém tivesse fumado recentemente naquele lugar, mas como se aquele cheiro já fizesse parte daquele mundo. Algumas de suas roupas estavam dobradas em cima de uma cadeira. Suas calças ainda estavam no cabide que jogaram sobre a cama. Em seu armário, suar gravatas estavam arrumadas na porta, e suas coisas organizadas como se para fácil encontro. Olhei seus discos, todos impecáveis; a coleção completa do Francisco Alves (que minha avó e minha tia depenaram). Discos que, admito, pedi permissão para minha tia Julieta pra poder ficar pra mim. Raridades... E que, reza uma lenda na família, ainda estão presentes num quarto semi escondido, na casa de outra tia, muito amiga de meu tio Gigio. Tudo era bastante organizado de uma maneira que eu jamais imaginaria. Encontrei um envelope, no qual continha uma pequena parte do que era meu tio: Fotos...Muitas fotos da família, de seus amigos, de sua cidade e do que ele chamava de sua vida. Cartões postais que amigos mandaram de diversas partes do mundo (inclusive um do meu pai). Artigos de jornal que ele recortava, lia e guardava para ler de novo mais tarde. Descobri que meu tio era espírita ativo e conheceu pessoalmente Chico Xavier e tinha fotos com ele. Meu tio guardava cadernos de novenas em seu criado mudo. Descobri que ele não podia ouvir suas músicas favoritas em sua vitrola nova (que acabou sendo parte da pilhagem) pois minhas tias o achavam barulhento. Descobri que ele era bastante briguento e meticuloso. Suas coisas eram extremamente organizadas e ele era meticuloso inclusive com a posição dos objetos em seu quarto. Voltando de Itapira para Moji Mirim lembrei-me de duas coisas que meu tio Gigio sempre dizia. A primeira era: Ahhh... Você não sabe nada! Você não sabe nada! (quando era contrariado) e a segunda era: Ahhh... Salame, mortadela!! (quando ele era contrariado e queria falar um palavrão e não podia). Juntei essas três breves histórias (e mesmo assim bastante profundas) e refleti que perdi muito em não conhecer meu tio Gigio em vida. Minha avó disse que ele tinha uma vida secreta que elas (as irmãs) não conheciam. Cheguei a conclusão que meu tio Gigio não podia contar de sua vida nem um pouco secreta para elas. Meu tio Gigio era um boêmio, um quase malandro que fazia um programa de radio, jogava bola e terminava o dia no bar com alguns amigos, bebendo de bem com a vida. Discordo de minha avó quando ela diz de uma vida secreta; todos eram amigos de meu tio Gigio, ele era um grande personagem e se elas não souberam foi por negligência delas mesmas. Meu tio Gigio tinha duas vidas: a secreta era a dentro de casa... E eu fico triste por ter conhecido meu tio Gigio só hoje. Onde quer que ele esteja, acredito que tenha cerveja, cigarros e toque muito Francisco Alves (numa boa vitrola com vinis novos). E acho que ele realmente merece estar lá...
Escrito por Regina às 18h01
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Perseguição!
Depois do completo abandono... A inspiração me tomou com um suspiro de leve! Estávamos pensando aqui em casa recentemente a respeito de perseguição! E provocação! As pessoas que convivem demais hoje em dia já não se desentendem... Apenas se provocam! Quando se entendem... Se perseguem! Um tanto quando vago, mas é um bom resumo! Mediante ao fato de que se deve prezar uma boa convivência as pessoas não brigam mais, apenas se provocam! Ao invéz de serem diretas e reclamarem ou proclamarem seu ponto de vista, se provocam nítidamente... Algo profundamente mais perturbador e bem menos eficaz! Eu juro que preferia tudo extremamente objetivo doa a quem doer! Porém não me excluo das provocações! Se as pessoas não são objetivas comigo... Não sou objetiva com elas! Logo.. partimos para o plano das provocações! - ainda bem passei dessa fase com a Marília (garota com quem divido o apartamento) rapidamente - Pequenos bilhetes insinuando incompetência alheia! Piadinhas com fundo de verdade a respeito de desagrado com os outros. Como se fosse tudo inocente... Mas absurdamente venenoso! E altamente ineficaz... As vezes eu queria realmente tomar o plano do "sinceridade absoluta"! Mas sem intimidade não dá... A perseguição é aquela coisa absurda! Você começa a conviver... e aparecem cobranças que a gente não compreende! Eu já persegui... e já fui perseguida! Como sempre não me excluo da maioria das coisas que eu reparo - o ser humano é tão entediantemente igual! E isso as vezes toma umas proporções meio angustiantes! Aquela crença de que pode-se contar com todos para tudo! Aquela decepção fria... Aquela angústia de não saber como agir mais! Me perdi nas minhas idéias, como de costume também... Acho que estou um tanto indignada! Vou provocar alguém pra me sentir vingada de toda essa indignação! Só pra comprovar mais uma vez que não funciona pra nada... Sinceridade absoluta já! Mas só um pouquinho...
Escrito por Regina às 00h54
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Abandonadíssimo
Que dor no coração que me dá de não saber o que dizer! Estou no meio de uma tarde gelada de uma quinta-feira! Ouvindo a voz do Galvão Bueno durante um jogo do Brasil o que, honestamente, não melhora meu dia! é complicado chegar a alguma conclusão durante uma tarde assim! Então ficam essas linhas vazias, pra expressar todas as minhas neuroses que me impedem de reagir perante ao mundo! Dor dor dor! Mas enfim.. Qual é a diferença? Até breve... prometo!
Escrito por Regina às 17h22
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Mais uma lembrança
Quem sabe o que isso poderia ser? Essa intimação do que nunca foi acabado que ainda nos persegue todos os dias! Ou será que só eu penso assim! Não compreendo esse hábito tão inóspito de se torturar com algo que já passou, mas que nunca se resolveu. Não se resolveu porque nunca aconteceu propriamente... e assim foi melhor! Como saber se a prolongação da vida pode ocorrer perante a isso? Sabem, é tão difícil aceitar quando nada acontece quando você quer que tudo aconteça. Talvez seja só uma amarga prolongação do desejo de uma lembrança sólida ou de qualquer outra imagem que se tenha guardada no cérebro por toda a sua vida. Não fez sentido algum eu acho... Mas como pode ser tão presente assim ao mesmo tempo!? Podem se passar alguns dias, algumas semanas, alguns meses, alguns anos, dois anos... e sua mesmice continua igual! Pois não há como resolver o nada. Talvez a única solução seja continuar com a sua mesmice... Saudar as pessoas como todos os dias, beijar seu marido como em todos os dias, trbalhar como todos os dias... Deitar a cabeça no travesseiro e esperar que aquela lembrança do que não foi passe... Ou no mínimo que ela vá embora antes que você adormeça!
Escrito por Regina às 16h31
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Dualidade
Talvez isso tudo seja curto e grosso! Mas é possível dualizar tudo? Não sei se posso ser mais clara a respeito dessa pergunta! Mas será que toda pessoa é como eu que tem sempre aquela segunda opção em mente? Para qualquer coisa... Talvez opção seja uma palavra muito errada para definir isso tudo! É razoavelmente complexo! Mas... Sempre que estamos num bar com os amigos, poderíamos estar na cama dormindo para aproveitar melhor o dia seguinte de trabalho. Ou sempre que estamos trabalhando, poderíamos estar fazendo algo que melhoraria nossa rotina miserável. Sempre que vivemos um grande amor, lembramo-nos daquela história que não foi nada e ao mesmo tempo tudo, mas que nunca resolveu-se por completo. Aquela lembrança que julgamos morta perante o tamanho de tudo que se passou quendo percebemos ainda nos alfineta de alguma forma no dia a dia. Numa bela tarde ensolarada de outono, num som reconhecido, num verso ou numa hora exata que pegamos sem querer ao olhar no relógio. Trabalhar nisso e querer trabalhar naquilo. Querer casar-se mas no fundo pensar que se daria melhor solteira! Para tudo parece existir uma segunda opção torturantemente tentadora! E como escolher entre elas? Ou simplesmente seguir no que você vive ignorando a tal "segunda opção"? Não compereendo tudo isso... E me torturo tentando entender! Talvez inutilmente... essa busca por respostas é uma das coisas mais perdidas que já pensei... Respostas que talvez nunca encontrarei! Mas, enfim... continuo na procura! A se qualquer pessoa se habilitar a me responder, eu agradeceria! Mas como em todo cotidiano... A única pessoa que pode responder as minhas questões sou eu mesma! É... A rotina é você quem faz!
Escrito por Regina às 01h24
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Dúvida
Desde o primeiro momento nos foi atribuído o benefício da dúvida. Benefício? Pois eu é que te digo... Que benefício é esse? Talvez aquele que tem várias escolhas que só podem beneficiá-lo possa dizê-lo! Mas na grande maiorira das ocasiões não é bem assim que acontece! Não estou colocando em pauta grandes dilemas de vida ou escolhas de vida ou morte, pois esse tipo de indecisão não pode ser simplesmente taxado como uma simples dúvida! "Estou em dúvida!" é uma das frases mais ditas pra mim ultimamente! O que fazer perante a isso? Como reagir perante aquilo? O que escolher? A dúvida pode te atormentar desde não saber qual filme escolher na locadora naquela sexta feira que você decidiu não sair até decidir entre qual cara que você saiu você continuará saindo! As pessoas se perdem completamente nesse mar de opções no qual vivemos (e digo vivemos, pois mais uma vez, estou entre elas!) e acabam não optando por nada! Eu aposto (e ganho) como muitos já perderam diversas oportunidades tão boas por deixarem-na passar com medo de tomar uma decisão definitva perante uma dúvida. Pensar, pensar, pensar e pensar e simplesmente não conseguir chegar a consenso algum! Perde-se oportunidades de emprego melhor, amizades novas, grandes aquisições, pequenas e boas aquisições, novos amores, boas histórias pra se contar. Mesmo não sendo uma das pessoas mais impulsivas que existem (acredito que estou bem longe disso) prezo, principalmente, as boas histórias pra contar! Quem não tem histórias não viveu! E não necessariamente tudo o que você vive pode virar uma história... isso acaba sendo tão triste! E não se pode deixar de viver por conta de uma dúvida! Como já diria uma extinta (e excelente) propaganda de cerveja: Você vai contar pros seus netos que ficou jogando dominó??? Não faz sentido pra mim. Decidi me deixar levar mais... Me apaixonar! Aprender! Não me prender a porcarias! Cuidar mais de quem me é caro... e acreditar naquilo que me é plausível! Posso me deixar parar no tempo simplesmente por não saber o que decidir o que fazer! deixar de ficar arrastando cadávers até que o cheiro fique insuportável (uma expressão um tanto tétrica, mas perfeitamente compreensível) e me agarrar aquilo que vive ao meu lado! Tentarei (pois eu sou uma constante preocupada) não me martirizar com dúvidas ou com aquilo que não me diz respeito! E quer saber? eu desejo o mesmo pra você! Pois marasmo faz parte. Cotidiano ainda mais! Mas falta de histórias por tão pouco... Não vale a pena pra ninguém!
Escrito por Regina às 19h18
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Característica
Enfim achei um certo ar de inspiração e algum tempo razoável (por razoável me refiro a sem interrupções) para poder postar qualquer coisa aqui. Minha depressão pós-Carnaval foi um pouco mais longa esse ano! Inclusive descobri, recentemente, que minha fixação por Carnaval é desconhecida por alguns... Fiquei surpresa, pois em minha cabeça sempre a deixei tão clara! Existem alguns traços nossos que não deixamos tão a vista assim. Como posso dizer melhor? Talvez algo que nos seja tão inato; tão impregnado em nossos seres que simplesmente abolimos o fato de comentá-los acreditando que todos nos percebem como somos exatamente. O ser humano é tão peculiar em suas tão diversas características. Eu, honestamente, duvido que ninguém nunca tenha se surpreendido com qualquer outro alguém tenha comentado a respeito de uma atitude frequente ou um traço do sotaque ou algo que achavam que nunca se fazia e se faz sempre. Religião, creio eu, é a mais comentada delas... Fulano acredita em Deus ou não; tal pessoa reza e frequenta cultos ou não. A mais sensata talvez, dado ao fato de que falando de religião, nunca sabe-se quem se pode ofender! Mas as que mais me divertem são, definitivamente, atitudes! Qual foi a minha surpresa quando me disseram que quando eu gosto de alguém, eu a toco? Exatamente! Eu me descobri (recentemente) uma Maria-Não-Me-Toque. E depois que me informaram de tal fato, reparei que realmente não me agrada pessoam que eu não consideraria "amigos" relando em mim o tempo todo. Não que eu seja contra contatos pessoais (eu cumprimento as pessoas com beijinho e abraçinho cordial ainda)... Mas precisa ficar apertando, relando, abraçando o tempo inteiro? Já com os que eu gosto... a coisa muda! Descobri inclusive que consigo ser uma pessoa até que carinhosa - o que quebrou totalmente minha pose de pessoa mal-humorada e azeda... Cada dia que passa me sinto mais açucarada que nunca! E isso é, a sua maneira, magnífico! Acaba com a rotina de ser todo dia a mesma coisa! Você tem a possibilidade de descobrir ser vista de uma maneira completamente diferente aos olhos de um terceiro e, quem sabe, descobrir um novo pedaço seu. Não que seja tão fácil, simplesmente, alguém chegar todos os dias da sua vida com um elemento novo da sua personalidade... mas também não é improvável que, num dia amargo de existência, alguém diga que gosta da maneira como, quando você fala, o final das suas frases soa cantado. Ou até mesmo da maneira como você prende os cabelos todos os dias. Parece tão simples quando dito... Mas o efeito que acata sempre pode ser maior (bom ou ruim). São pequenas surpresas assim que colorem o dia-a-dia das pessoas. Descobrir-se mais do que acreditam que são. Descobrir que talvez o seu pior defeito não é tãi inaceitável assim... Ou que sua maior virtude não é tamanhamente apreciada. Não sei dizer se isso acarreta em crescimento pessoal... Afinal de contas, evolução não é muito questão de escolha, certo? Porém... no mínimo, gera alguma confusão! Pode terminar num puta sorriso pro resto do dia... ou num surto interminável com direito a ofensas! De qualquer maneira. Surpresas do dia-a-dia... Me fascinam, sem dúvidas!
Escrito por Regina às 10h58
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Ressurreição premeditada
Em breve postarei algo de útil aqui! As idéias estão se reorganizando na minha mente e as coisas parecem fazer sentido, enfim! Hehe Mas de qualquer forma! Este recado é uma mera tentativa de não sentir o pobre blog abandonado! Coitado! Cmo se ele tivesse os mesmos sentimentos de culpa que eu... enfim! Ficam aqui meus restos depois do Carnaval... E todo meu Marasmo só pra vocês!
Escrito por Regina às 16h04
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McDonald's
"McDonald's"
Quando: 04/11/08
Eu só quero deixar registrada a minha indignação com o fato do McDonald's se recusar a vender um McColosso de chocolate simplesmente por não estar registrado no sistema! NUM DIA DE SURTO!! Absurdo e horrível!
Mel, aposto que seu picolé de manga estava muito mais gostoso! O McDonalds não merece o seu surto!!!
Categoria: Citação
Escrito por Regina às 01h34
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A Suavidade das coisas mais Banais
Já é de conhecimento geral que eu surto! Inclusive que eu surtei ontem! Mas toda vez que eu surto eu percebo o quanto coisinhas do dia-a-dia me salvam em doses homeopáticas. Das coisas mais banais mesmo que eu estou falando! Exemplos básicos: Entrei na livraria (na minha favorita, claro, e não vou falar nomes mas, quem conhece, saberá de qual eu falo) completamente surtada e querendo morrer, sumir e me escafeder, tudo ao mesmo tempo. Fui direto pra sessão de literatura, escolher um livro (eu estava esperando a Marília pra escutar meu surto) pra matar o tempo. Escolhida a obra (uma coletânia recente da Cecília Meireles) eu me direcionei pros pufes nos quais as pessoas sentam pra ler! Olhei todas aquelas pessoas (como eu tenho asco das pessoas) lendo obras majoritárias, complexas e discutindo-as como grandessíssemos conhecedores de literatura (acreditem, a maior parte das pessoas que discutem muita literatura só lê orelhas de grande títulos) e pensei: Eu estou surtando e vou ficar no meio daquelas pessoas horríveis? Nem a pau! Devolvi o livro da Cecília Meireles na prateleira e resolvi que ia olhar cds. Antes de chegar na parte de cds, passa-se pela parte infantil. eu olhei ao redor, um monte de crianças, foleando calmamente seus livros de historia, felizes por saber ler e contando pras mães, tias, primas, irmãs, pais, avôs que com elas estavam! Achei que era o melhor que tinha me acontecido aquele dia. Não tive mais dúvidas, peguei um livro com histórias de fadas! E tem umas almofadas dentro de um esqueleto de madeira, que simula um monstro do lago Ness (Eu acho que é né? Vai que é outra coisa). Sentei lá mesmo e, ignorando olhares surpresos e/ou reprovadores, me diverti por mais de uma hora! Com uma história de fadas! Era um livro bonito, cheio de figuras ricas e coloridas (me senti uma retardada dizendo isso, mas era mesmo)! Lindo de morrer! Voltando de um dia surtado de trabalho, desci do ônibus no ponto mais perto da minha casa, o que implica subir uma escadaria gigantesca de 140 degraus! No mínimo desestimulante! Mais ou menos na metade eu ouço um miadinho baixinho, bem baixinho. Era um gatinho pequeno (mas pequeeeeno mesmo, ainda que adulto) que ficou olhando pra mim e fazendo estripulia - como eu sou completamente coração-mole com animais parei e comecei a brincar com ele. Brinquei mesmo e no meio da rua, por uns bons 5 minutos. Quando terminei, eu disso tchau pra ele... e ele MIOU de volta! Achei tudo, subi o resto da escada feliz da vida! E são coisinhas tão pequenas: um livro de fadas, um gatinho, um brisa fresca num dia muito quente, um sorriso de um desconhecido bonito, pegar o seu filme favorito passando na sessão da tarde no único dia que você não tem que trabalhar, levantar depois de uma noite em prantos e ver que o seu cabelo está bonito (apesar de tudo), descobrir que ainda tem um cigarro no seu maço amassado, bem quando você quer fumar e dormir, aquela filha de seis anos da sua vizinha que te olha e diz que você é bonita quando está chegando descabelada, suada e com a maquiagem borrada do trabalho. São coisinhas que, em dias comuns, nos fazem pensar simplesmente em sorte. Em dias de surto, me lembram o quanto as coisas são certas, apesar de tudo dar errado! Talvez isso justifique a expressão "Graças a Deus". É, talvez seja essa a fé que o ser humano guarda em Deus; eu simplesmente a procuro ao meu redor. Sinal de Deus? Não sei, honestamente; ora prefiro crer que sim, ora que não... Mas definitivamente, existe! E é assim que eu prefiro acreditar: sem paradigmas, sem heresias, sem pecados e sem dízimo. Simplesmente sendo ou existindo!
Acho que a beleza disso fica muito maior assim! E é desse tipo de beleza que o mundo ainda precisa! Pelo menos é o que eu acho!
Escrito por Regina às 01h29
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Surto!
O que é o surto? O surto não tem uma definição muito exata... simplesmente, você surta! Surtei! Costuma ser mais frequente em mulheres (definitivamente, não me excluindo dessas). Quando tudo está prestes a explodir, você surta! Quando tudo dá errado, você surta! Quando o mundo desabou em cima da sua coitada cabeça cansada, você surta! E pro surto ocorrer não precisa muito... Geralmente as coisas estão fora do controle e só. Você ainda é mestra da situação (ainda bem!) quando você descobre que não tem dinheiro trocado para o ônibus! Ou quando você quer comprar um chocolate com biscoito e só tem chocolate branco. Ou quando o seu cigarro acaba e você já está de pijama em casa e são 11 horas da noite! Pronto, o surto chegou! Você vê tudo dando errado, tudo desabando e se debulha em lágrimas! Eu ainda tenho a sorte de morar com alguém (pobre Marília) que me escuta durante meus surtos, mas e quando não tem? Haja telefone, internet, emails sem fim. E as cartas? Inúmeras cartas que a gente escreve chorando, em desespero, desabafando todo o nosso universo infeliz em ruínas que nunca (NUNCA) serão entregues (isso quando a gente não rasga compulsivamente assim que termina de escrever). Geralmente nesses dias o consumo de brigadeiro, mcdonald's (e similares), doce de leite, trufas e etc. aumante DEMAIS! Obviamente depois de um tempo o surto piora muito, por lembramo-nos do quanto ingerimos calorias desnecessárias.
Ah, o surto! Choro e desespero. Muitas vezes choramos até dormir! Descabelamo-nos! É terrível! Mas é fato que, da mesma maneira que depois da tempestadade vem a bonança, depois do surto vem a tranquilidade! Resta um pouco de tristeza e olhos inchados (e uma lata de lixo bem cheia de lencinhos)! Mas passa... Tudo passa e a gente se acostuma conforme as coisas vêm e vão!
E depois de tudo isso que escrevi, vou comer minha panela de brigadeiro que já esfriou! Amanhã tem mais! Mas acho qeu acabaram meus lencinhos...
Escrito por Regina às 23h07
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Graças a Deus!
Nessa minha breve peregrinação pelas ruas de São Paulo (por peregrinação pode-se entender também todos os trens, metrôs e ônibus que eu já peguei) eu frequentemente escuto a expressão "Graças a Deus". Graças a Deus tudo está bem, graças a Deus tudo não está pior. Eu admito, adoro prestar atenção nas conversas das pessoas em lugares como esses. São aquelas conversas que não podem passar do muito sério mas também não pode ser banal. E pode-se ver tanto das pessoas nisso. Seu tom de voz, sua expressão, seu olhos, sua fome, seu luto, tudo. Você não sabe o que aconteceu, mas sabe como a pessoa está. Você conhece em parte seus valores morais, sua falta de valores morais, seus preconceitos, seus ódios e indignações, seus amores e suas paixões. Você pode apontar pra mim e dizer: Você é louca?? Mas te afirmo, não sou - pelo menos não quanto a isso (eu sou completamente surtada)! Tenho o habito de andar sozinha de ônibus, não marco com ninguém de me encontrar no final do expediente pra voltarmos juntos... vou sozinha e aprecio o ser humano (agora vai, pode me chamar de louca)! E o que eu acho de mais frequente nessas conversas é a expressão "Graças a Deus"! Não vou te dizer que sou uma religiosa convicta, tenho diversas dúvidas, não concordo e nem acredito em um monte de coisas. Mas acho fascinante como a figura de um Deus dá as pessoas uma esperança maior. Um conforto, talvez, melhor dizendo. Tudo deu errado naquele dia, o chefe, o almoço, o ajuste de contas, não asbem se tem o dinheiro pra pagar a conta do gá, do telefone, da luz. Mas no final do dia, Deus está lá pra confortar a cabeça cansada. Sou completamente contra alienação religiosa, mas se a presença de um Deus que sempre se faz presente é capaz de confortar e aliviar uma pessoa cansada e impaciente, por que não? Talvez isso não baste para mim, mas... se para o outro pode bastar, como não? Não sei se a fé move montanhas... Mas acredito piamente que muitas vezes a fé impede as pessoas de se atirarem delas! Admiro aquels que olham pros lados, veêm tudo o que está havendo com o mundo e ainda tem a capacidade de dizer: Graças a Deus não está pior. Eu sou mal-humorada e reclamo constantemente, da situação pública, econômica, socio-econômica.. Da minha situação então, reclamo o dia inteiro! Então, a despeito de tudo, admiro aqueles que pegam o ônibus as seis e tantas da tarde, naquele trânsito infernal, e conseguem dizer: Graças a Deus, estou indo pra casa! Não numa questão de acreditar ou não... Mas de conseguir enxergar que existe algo bom ainda, e fixar-se nisso para não enlouquecer!
Eu admito, já surtei! Mas ainda consigo ver com bons olhos aquels que não surtaram... E quer saber? Graças a Deus!
Escrito por Regina às 15h02
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Vergonha
Meus caros. Eu tenho vergonha! E quem lê isso não acredita! Mas eu tenho vergonha de tudo! E ainda fico indignadíssima com aqueles que me recriminam por isso como se não tivessem vergonha também! Eu escuto frequentemente frases do tipo: "Mas você tem que se soltar mais!" ou "O que é que tem, vá falar com ele!". Admitamos, isso não existe! Por que diabos não conseguem compreender a minha (ou nossa) vergonha? Eu, por exemplo, tenho vergonha de cumprimentar as pessoas às quais fui apresentada recentemente. Não é simplesmente indiferença ou ignorância. é a mais simples e pura vergonha! Na minha cabeça se passam milhares de hipóteses, todas estúpidas! Como, "E se essa pessoa nem se lembra de ter sido apresentada a mim?" ou "E se ele nem gostou de mim, eu sou tão mal-humorada!" ou "E se ele nem fazia questão de falar comigo? Só porque eu fui apresentada uma vez, quer dizer que agora ele vai querer falar comigo sempre?". E acabo fingindo que não percebi que passei por elas. Eu inclusive tenho vergonha de falar com as pessoas no MSN! E no orkut! O que é completamente ridículo, convenhamos! Ninguém está olhando pra sua cara vermelha e seu semblante abobalhado, e mesmo assim eu tenho vergonha.
Vergonha, vergonha, vergonha! De parecer burra, inconveniente, estúpida (pessoas mal-humoradas são costumeiramente confundidas com estúpidas), ridícula. Eu tenho vergonha! E o que eu mais gostaria era gritar isso por todos os ventos para ninguém mais me taxar de indiferente mas... eu tenho vergonha disso também!
Aqueles que insistem um pouco comigo, eu perco a vergonha! Mas tem que insistir! Por que se não não passamos de uma apresentação e uma eternidade de vergonha! Inclusive, admiro meus amigos por terem insistido comigo! Pois eu tinha vergonha deles também (aliás, depois da vergonha vem o mau-humor, eles são incrivelmente admiráveis)!
Não sei se a minha teoria de que as pessoas são ruins se encaixa nisso, e por conta de tudo tenho vergonha delas! Só sei que tenho vergonha! Muita vergonha!
Inclusive, estou com vergonha de escrever este post!
Escrito por Regina às 01h05
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